MOTORISTAS DA CAPITAL DAS ALTEROSAS.
Dirigir na hora de pico em Belo Horizonte é uma confusão. Na região central, se anda de semáforo em semáforo. Sem dizer do relevo da nossa cidade. É subir Bahia e descer Floresta. Nos principais corredores da cidade não é diferente. Dirigir é uma arte. Nas avenidas Amazonas, Cristiano Machado e Afonso Pena na hora do rush é um deus nos acuda. Os motoristas que vêm da região de Venda Nova pela manhã, que utilizam a Avenida Pedro I, têm que sair de casa duas horas antes das suas atividades, por que só no trânsito lento e engarrafado ficam presos por mais de uma hora.
O funcionário Wagner Ferreira, do Tribunal de Justiça, utiliza-se do seu automóvel para se locomover para trabalhar na região central. “Ter que utilizar a Cristiano Machado pela manhã e estacionar no centro da cidade é muito stressante e oneroso”, comenta. Wagner conta que já teve que conversar várias vezes com seu chefe para explicar o atraso. Mas o pior aconteceu no ano passado. Trabalhar no centro com um trânsito caótico levou o funcionário do TJ ao stress. Ficou afastado do serviço um mês para tratamento. Hoje em dia faz ioga. E do acompanhamento psicológico aprendeu que tem que programar seus horários. “Hoje, principalmente nos finais de semana, para evitar os aborrecimentos, deixo o carro em casa e vou de táxi ”, explica.
A capital mineira foi projetada para comportar 200 mil habitantes, nos limites da atual Avenida do Contorno. Hoje já são mais de dois milhões e meio de belorizontinos. Segundo dados do Denatran, o aumento da frota de carro da cidade aumentou em 61% nos últimos 12 anos. Enquanto em 1994 transitava nas ruas de BH 536.874 mil carros, em 2004 o número de automovéis circulando na capital mineira é de 862.917 mil. O que é um aumento significativo se comparado aos 17% do crescimento populacional da capital no mesmo período. Com o aumento da frota o trânsito é bastante confuso. Para sanar esses problemas as atuais administrações municipais e estaduais estão fazendo obras para melhorarem as nossas vias de acesso, principalmente para as regiões mais populosas. “Com a criação da Linha Verde e ampliação da Avenida Antônio Carlos, o nosso trânsito vai melhorar e conseqüentemente o stress de dirigir em Belo Horizonte diminuirá", espera Wagner Ferreira.
